. MOSCA MORTA PLEDGE DO ANO
Mosca morta, a Pledge do ano
Tudo começou com um pedido de um propósito:
“PAI! Eu não vou fazer nenhum pedido financeiro ou material, o que eu quero mesmo é ser melhor, melhor filha, melhor amiga, melhor irmã, melhor em tudo. Não porque quero ser melhor que os outros, mas porque quero ser melhor para TI, meu DEUS!”
E no mesmo domingo que eu entreguei o envelope com o pedido, o bispo João Leite anunciou a chegada do Sisterhood! Eu fiquei eufórica, não sabia se pulava, cantava, dançava, porque DEUS tinha me escutado. Havia muito tempo que eu ouvira falar sobre o trabalho desse grupo e acompanhara desde o seu começo, em Houston. Vi como abençoou as meninas da igreja lá.
O meu quarto era uma bagunça, o armário parecia estar na II Guerra Mundial, só arrumava se me mandassem – e isso caso não estivesse com preguiça ou sem vontade. Tinha um desejo enorme de ajudar o povo da igreja, evangelizar, mas por não ser obreira e nem pertencer a nenhum grupo, isso me retraía – aliás, nem nas águas eu era batizada!
Sendo assim, realizou-se o grande batismo: não me esqueço, dia 8 de agosto, e lá estava eu desejosa mais de DEUS. Eu sabia que aquele dia ia marcar o início da minha jornada rumo ao verdadeiro novo nascimento. E assim foi. Os três meses do rush passaram. Na minha fámilia, já começaram a notar as mudanças em mim e finalmente DEUS honrou. Entrei no Sisterhood!
Eu tinha tempo para muitas coisas, como: desperdiçar o meu tempo em festinhas, passear com amigas de má influência para mim, perder horas na Internet fazendo nada que viesse acrescentar à minha vida e, como consequência, era uma morta-viva em casa; ficava trancada no quarto, no meu mundo. Era perturbada por querer até mudar, mas não sabia como; era um mau exemplo de filha de DEUS, pois frequentava a IURD desde 1 ano de idade e nunca cheguei a sair da igreja, mas desejava viver como as outras meninas mundanas, porque achava que ser ‘crente’ me aprisionava.
Hoje faz quase 2 anos que pertenço a este maravilhoso grupo e tive um ótimo acompanhamento com as nossas Big Sisters, Sisters e até amigas companheiras, as Pledges. O Sisterhood não me ensinou a ser ‘crente’, e sim a ser uma verdadeira mulher de DEUS. O Sisterhood não me aprisionou com regras, e sim me libertou dos padrões do mundo. O Sisterhood me ensinou, na verdade, o verdadeiro sentido do amor. Ou seja, o sacrifício de cada dia, colocando a minha vida de lado, o meu eu, para seguir o caminho que DEUS trilhou para mim. No Sisterhood aprendi a crescer, desenvolver e construir uma vida sólida com DEUS. Para isso, precisei ser repreendida quando errei, fui elogiada quando me destaquei, e fui acolhida como filha, irmã e amiga. Me viram como DEUS me via e por isso eu mesma passei a olhar para mim mesma da mesma forma.
O meu vestir, o meu falar, um simples sorriso, uma mesa para a minha familia, um carinho para as amigas, tudo em mim hoje é para a glória de DEUS. Ainda não parei, estou em formação, jamais deixarei de aprender, porque, para ensinar, preciso saber também! É impressionante como em tão pouco tempo DEUS conseguiu fazer essa reviravolta em minha vida por meio deste maravilhoso trabalho.
Marlenne Rungo, Pledge em Moçambique
P.S. kkk desculpem meninas, sei que escrevi muito!^^
